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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fósseis contadores de histórias...

Aqui ficam mais umas fotos dos esfregaços que fizémos a partir de amostras que recolhemos (no core ODP 1220) na zona que marca a transição entre Eocénico e Oligocénico e que resultou da ocorrência de um evento climático de grande amplitude que teve lugar há cerca de 37 milhões de anos.











Na foto da esquerda podes ver fósseis de radiolários (cujos esqueletos são constituídos por sílica) obtidos a partir de um esfregaço feito a partir dos sedimentos de cor mais escura datados do Oligocénico. Na foto da direita podes ver alguns cocólitos que são peças do esqueleto carbonatado de organismos chamados cocolitoforídeos.

Ambos os grupos de microfósseis têm muito para nos contar sobre a história do nosso planeta, sobretudo sobre o paleoclima e permitem datar os sedimentos que os preservaram. Lembras-te do que é a bioestratigrafia?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Regresso às aulas… - parte 1

Hoje às sete horas da manhã (três da tarde em Portugal) deixámos o porto de San Diego para trás. Apesar do tempo nebulado e do vento toda a gente a bordo do JR tinha um sorriso enorme nos lábios e de máquina fotográfica em riste fomos registando o momento da partida da nossa jornada pelo Pacífico.

As aulas da School of Rock tiveram início uma hora depois. A Leslie Peart, que é a directora da escola, fez uma breve introdução dos objectivos do workshop e definiu as tarefas que os ‘Rockers’ (como nós somos conhecidos aqui no JR) terão de realizar nos próximos dia. Ficámos a saber que iremos comecar por estudar cores de sedimentos e mais tarde iremos tambem estudar as rochas dos fundos oceânicos.

O capitão do navio deu-nos a conhecer as regras de segurança que teremos de cumprir durante a viagem… e um dos momentos mais engraçados do dia aconteceu quando a Elizabeth se ofereceu para vestir um dos fatos de imersão que nos permitirão manter a salvo caso tenhamos que evacuar o navio e ficar na água fria.

Antes do almoço houve ainda tempo para conhecermos os técnicos dos vários laboratórios e equipamentos científicos que existem no JR. Começámos finalmente a «meter as mãos na massa» e a aprender montes de coisas novas...

Assistimos à abertura de um core e aprendemos a fazer esfregaços (semelhantes ao que se fazem para analisar o sangue) de algumas seccoes de varios cores para podermos observar e estudar os sedimentos e microfósseis preservados no fundo do oceano.

Como dizem os americanos foi bastante «cool»…