quinta-feira, 2 de julho de 2009

Toca a dançar...

Depois de uma semana de intenso trabalho e aprendizagem, antecipando o nosso regresso a terra firme, ontem à noite celebrámos a esperada reunião com os nossos amigos e família, bem como o sucesso da missão. Durante o dia estivemos a estabelecer ligação do que temos aprendido com conteúdos currículares dos países dos vários participantes na «School of Rock».

No final da tarde demos um pulo até ao heliporto situado na popa (parte traseira) do JR. Foi um momento de convívio, relaxe e diversão para todos os Rockers depois de vários dias de trabalho intenso.
Tirámos um monte de fotografias e foi giro ver a forte ligação que os Rockers já criaram uns com os outros, com os membros da tripulação e cientistas a bordo.

Não há nada como estar num navio completamente rodeados de água no meio do oceano... para aprendermos a ultrapassar a nossas diferenças e criarmos novos laços. Grande equipa esta que está a bordo do JR.
Todos nós temos uma nova família!

Ilusão de óptica?!

Olá a todos!

Acho que os meus novos óculos me estão a deixar um pouco alucinado...

Alguém me consegue explicar o que aconteceu ao meu copo depois de viajar até ao fundo do mar a cerca 2660 m de profundidade?

Será que "estou com os copos" ou é uma ilusão óptica?! Haverá outra explicação para a redução do tamanho do meu belo copo de esferovite?...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Missão cumprida!!!

Como vos tinha dito ontem à noite chegámos ao local do furo 1301A (na dorsal oceânica Juan de Fuca), cujo CORK apresentava uma fuga de fluidos que impedia a obtenção de dados científicos. Por volta da 1h30m da manhã tiveram início as operações de lançamento dos tubos por onde o cimento foi enviado até ao fundo do mar, a uma profundidade de cerca de 2660 m, com o objectivo de cobrir a estrutura que fixa o CORK.

O envio dos tubos até ao fundo do mar durou durante o resto da madrugada. A meio da manhã o entusiamo de toda a gente a bordo atingiu o climax quando a partir de um monitor de TV pudemos ver que a extremidade das tubagens (com cerca de 15 cm de diametro) foi colocada com sucesso no local da fuga (com cerca de 25 cm de diametro) a mais de 2,5 km do nível da água do mar. Foi incrível a precisão e a rapidez com que conseguiram atingir o primeiro objectivo da missão. Seguiu-se o furo 1301B. Para o sucesso destas manobras foi fundamental o profissionalismo dos operadores do sistema de posicionamento dinâmico e de perfuração do JR.

Para se ter uma ideia da quantidade de cimento necessária para tapar o "buraco" foi enviado um cabo com uma estrutura na ponta, a que a que a tripulação dá o nome de "pig"..., tendo em vista a desobstrução das tubagens e a obtenção de uma estimativa da quantidade de cimento necessária. Depois do "pig" cumprir o seu papel, ao longo do resto do dia foram enviadas cerca de duas toneladas de cimento para o fundo do mar...

Wow!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Caixa de óculos...

Depois de ontem ter estado tanto tempo a observar foraminíferos na lupa binocular tive de ir pedir ajuda ao Doc Jeffries (o médico a bordo do JR)...

Vejam lá os óculos que ele me arranjou.... bem catitas, não!?

Forams...

Ontem e hoje, por entre a excitação de termos chegado ao local do furo 1301 e o iníco das operações de cimentação, o tema das nossas actividades foi a utlização de foraminíferos planctónicos em estudos paleoclimáticos....

A professora Leslie Sautter falou-nos da sua utlização como «proxy» ou indicadores paleoclimáticos. A observação das suas carapaças (formadas por CaCO3) e a análise isotópica do rácio 16O/18O permite determinar a temperatura das águas em que viveram.
São organismos verdadeiramente fascinantes!

Lavámos algumas amostras do core 1014, que foi recolhido na margem continental ao largo da Califórnia, e observámo-las com um microscópio estereoscópico (uma lupa binocular mais potente). Foi divertido voltar a «brincar» com estes microfósseis que têm tantas histórias para nos contar e relembrar os bons momentos passados com os meus «Marafados» no Laboratório de Geologia Marinha do LNEG (um grande abraço para vocês rapazes e para o resto do pessoal em Alfragide)...

Desta vez calhou-me a mim e ao resto dos 'Rockers' procurar e contar os espécimes de G. paquiderma (dextrógira e sinistrógira) presentes nas várias amostras analisadas...

Ufa! Que grande trabalheira...